Chicago Fire perderá mais um rosto conhecido quando voltar ao ar. Dermot Mulroney, que interpreta o chefe Dom Pascal, deixará a atração nos primeiros capítulos do 15º ano, ampliando a lista de despedidas que já inclui Joe Miñoso, o veterano Joe Cruz. A saída de Pascal ocorrerá logo após um final de temporada repleto de suspense, deixando no ar como o comando do Quartel 51 ficará distribuído daqui para frente.
Segundo fontes de produção, Mulroney aparecerá apenas o suficiente para encerrar o arco de seu personagem, introduzido na 13ª temporada. Ainda não se sabe em qual episódio a despedida vai ao ar, tampouco se o bombeiro se afastará por decisão própria, promoção ou tragédia — possibilidades que mantêm os fãs em alerta até o lançamento da nova leva de episódios, marcada para 7 de outubro nos Estados Unidos.
Por que Dom Pascal vai embora
A presença de Dom Pascal foi irregular desde sua chegada à série. Depois de assumir o cobiçado posto de comandante do Quartel 51, o chefe se ausentou da segunda metade da 14ª temporada, retornando apenas no capítulo final. Naquele episódio, Pascal procurou Kelly Severide (Taylor Kinney) para discutir o futuro do tenente, que precisava escolher entre liderar o quartel ou ingressar de vez na Investigação de Incêndios. A conversa, no entanto, foi interrompida por um incêndio de grandes proporções, que encerrou o ano anterior com vários integrantes em risco.
Embora o cliffhanger tenha envolvido boa parte da equipe dentro do prédio em chamas, Pascal ficou do lado de fora e não correu perigo imediato. Isso indica que sua despedida deve ocorrer por motivos alheios ao acidente, como transferência, aposentadoria ou conflito administrativo. De qualquer forma, a saída representa mais uma mudança de chefia em um espaço de tempo curto, algo que há muito serve de combustível dramático para a série.
Impacto na dinâmica do Quartel 51
- Vacância no comando: Caso Severide recuse o cargo, o corpo de bombeiros precisará buscar rapidamente um substituto para Pascal.
- Mudança de protocolos: Cada comandante impõe estilo e regras próprios; a transição pode gerar atritos entre veteranos e novatos.
- Questões pessoais: Severide e Boden costumam rivalizar com superiores externos, o que pode reacender conflitos internos.
Segunda baixa em sequência
A saída de Mulroney soma-se à de Joe Miñoso, confirmada semanas antes. Intérprete de Joe Cruz desde o lançamento da série, Miñoso também aparecerá só nos capítulos iniciais do 15º ano, encerrando uma jornada de mais de uma década. Perder num mesmo ciclo o comandante e um dos bombeiros originais cria um vácuo emocional que a produção pretende preencher com novos rostos.
Entre os reforços já anunciados está DaVinchi, escalado para viver um jovem bombeiro que chega com sede de provar valor. A adição segue a lógica da franquia One Chicago, que costuma alternar veteranos e iniciantes para manter a sensação de renovação contínua sem perder a base de fãs consolidada.
Rosto novo, energia nova
- DaVinchi como sangue fresco: o ator conhecido por papéis em All American e BMF deve trazer dinamismo às subtramas de camaradagem.
- Possível interesse romântico: historicamente, novos bombeiros costumam mexer não só com a hierarquia, mas também com a vida amorosa de personagens centrais.
- Oportunidade de crescimento: a ausência de Cruz abre espaço para que o novato assuma missões de maior risco logo de cara.
Relembre a trajetória de Dom Pascal
Introduzido como um oficial experiente chamado a organizar o Quartel 51 após turbulências internas, Dom Pascal chegou determinado a implantar métodos mais rígidos. Embora tenha conquistado parte da equipe pelo profissionalismo, o comandante jamais se tornou propriamente popular entre os veteranos, que enxergavam em seu estilo uma ameaça à autonomia conquistada ao longo dos anos.
Essa tensão ganhou contornos dramáticos quando Pascal precisou lidar com decisões de alto risco em incêndios complexos. Sua cautela contrastava, por exemplo, com a impulsividade estratégica de Severide, gerando debates sobre o limite entre coragem e imprudência. Apesar disso, o chefe sempre demonstrou preocupação genuína com o bem-estar dos subordinados, o que evitou rupturas mais graves.
Imagem: Divulgação
Ausências que já viraram padrão
A alternância de comandantes não é novidade para os fãs. Personagens como Wallace Boden (Eamonn Walker) e Tom Van Meter (Tim Hopper) também enfrentaram períodos de afastamento ou troca de funções. No caso de Pascal, a escolha de reduzir sua participação na segunda metade da 14ª temporada já sinalizava que o arco do personagem se aproximava do fim.
O que esperar da 15ª temporada
Com estreia norte-americana em 7 de outubro, os novos episódios precisam resolver rapidamente três frentes: quem assume o comando, como ficará Severide e quais consequências o incêndio do season finale trará para os feridos. A série costuma apresentar soluções nos primeiros minutos de cada temporada, mas a proximidade de duas despedidas pode prolongar essas resoluções para criar suspense.
Além disso, roteiristas deverão explorar o luto e a reorganização do quartel como pano de fundo para desenvolver o arco de DaVinchi e reforçar tramas paralelas, como a vida familiar de Stella Kidd (Miranda Rae Mayo) e a possível expansão da divisão de investigações liderada por Severide.
Calendário de gravações
As filmagens começaram em julho em Chicago, seguindo cronograma apertado para manter a estreia no começo do outono norte-americano. Profissionais de bastidores relatam que os episódios iniciais focam quase exclusivamente na resolução do incêndio e nas despedidas de Cruz e Pascal, deixando a introdução de novos personagens para o segundo terço da temporada.
Expectativa dos fãs
Redes sociais já registram especulações sobre como Dom Pascal sairá de cena. Parte do público acredita que o comandante aceitará uma promoção fora de Chicago, enquanto outros temem uma morte em serviço semelhante às ocorridas em temporadas prévias. O silêncio dos roteiristas reforça o clima de incerteza, estratégia recorrente da NBC para manter a audiência aquecida durante o intervalo de exibição.
Independentemente do desfecho, a saída de Dermot Mulroney confirma a vocação de Chicago Fire para reinventar-se a cada ciclo. A combinação de realismo operacional, relações pessoais intensas e constante renovação de elenco continua sendo o combustível que mantém a série entre as mais assistidas do network americano, mesmo após mais de uma década em cartaz.
