A Netflix incluiu no catálogo “O Naufrágio: O Pesadelo do Costa Concórdia”, produção que reconstitui a colisão do transatlântico italiano em 13 de janeiro de 2012. Com pouco mais de uma hora, o filme utiliza imagens de arquivo, gravações da caixa-preta, vídeos feitos por passageiros e depoimentos de sobreviventes para colocar o público dentro do drama vivido a bordo.
A narrativa apresenta a sequência de eventos praticamente em tempo real. Passageiros relatam ter recebido orientações tranquilizadoras mesmo após o navio começar a inclinar. As gravações da ponte de comando mostram atrasos e decisões equivocadas do capitão Francesco Schettino, que abandonou a embarcação antes da conclusão do resgate — atitude que virou símbolo de má condução da crise.
Entrevistas com tripulantes e turistas, como um casal que fugiu carregando o filho de 14 meses e um gerente de hotel preso por quase dois dias, reforçam o impacto humano. Esse conjunto de testemunhos confere tom de thriller de sobrevivência à produção.
Apesar da intensidade, a crítica especializada aponta que o documentário dedica espaço limitado às consequências posteriores ao desastre. O julgamento de Schettino, as mudanças adotadas pela indústria marítima e possíveis falhas estruturais da companhia proprietária do navio ganham poucos minutos de tela. Segundo a análise, a obra concentra-se na cronologia da noite da colisão e evita questões mais amplas sobre responsabilidade institucional e cultura de risco.
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“O Naufrágio: O Pesadelo do Costa Concórdia” está disponível globalmente na plataforma de streaming.
Com informações de Mix de Séries