O suspense “Eu Vou Te Encontrar”, minissérie de oito episódios da Netflix, continua gerando discussões entre espectadores após a revelação de que Hayden, interpretado por Milo Ventimiglia, orquestrou o sequestro do garoto Matthew. O principal ponto de controvérsia é a decisão do personagem de executar uma operação complexa antes de confirmar se o menino era, de fato, seu filho biológico.
Sequestro sem prova de paternidade
Nos capítulos finais, a produção mostra que Hayden acreditava ser pai de Matthew por conta de um procedimento de fertilidade em que Cheryl, irmã de Rachel, utilizou o nome dela. Convencido de que Rachel estava grávida de um filho seu, ele elaborou um plano que envolveu o rapto da criança, a troca do corpo por outro menino e a encenação de uma morte em um incêndio.
Fãs apontam que, com recursos financeiros e influência, o personagem poderia ter coletado discretamente material genético para um teste de DNA. Em vez disso, optou por crimes sucessivos que impactaram várias vidas, sem garantia de que a motivação era legítima.
Argumento sobre obsessão
Parte do público defende que a trama nunca pretendeu retratar Hayden como racional. Segundo essa interpretação, ele estaria dominado por uma obsessão doentia por Rachel e pela fantasia de formar uma família, tornando irrelevante para ele qualquer verificação prévia.
Ainda que essa visão ajude a justificar o comportamento, o questionamento permanece como o maior buraco de roteiro apontado pelos espectadores, que seguem debatendo a coerência da história mesmo após o desfecho e a confirmação do culpado.
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Apesar das críticas, “Eu Vou Te Encontrar” figura entre os títulos de maior audiência recente da plataforma, sustentado pelo ritmo acelerado e pelas reviravoltas constantes que marcam a obra baseada no romance de Harlan Coben.
Com informações de Mix de Séries